Varejo no segundo semestre de 2024

O segundo semestre de 2024 está se aproximando, mais uma vez, o varejo se depara com um cenário desafiador que exige um movimento contínuo das empresas para se manterem no jogo do mercado, seja nas vendas online ou físicas. 

Como complicador extra, maio de 2024 assolou o 6º maior estado brasileiro com uma das maiores tragédias climáticas do país. O Rio Grande do Sul vive em calamidade pública após uma enchente sem precedentes que, dentre todos os estragos, também devastou a atividade econômica, causando prejuízo de R$ 3,32 bilhões ao varejo local em 30 dias. Mesmo aqueles comerciantes que não tiveram sua empresa diretamente atingida pela água, todos sentiram o baque da crise, com a redução do movimento nas lojas e queda acentuada do faturamento.

Mas, como diz o velho ditado, depois da tempestade vem a bonança e os lojistas precisam estar preparados para terem sucesso no segundo semestre de 2024. Pensando nisso, separamos alguns insights focados em estratégias eficientes para potencializar suas vendas, fidelizar seus clientes e se destacar diante da concorrência.

Clientes & Relacionamento 

A experiência do cliente é um diferencial crucial para o sucesso no varejo. No segundo semestre, a ênfase na personalização e interatividade será ainda mais forte, tudo para criar conexões profundas e conquistar a fidelidade dos consumidores. Isso significa investir em tecnologias que permitam um atendimento mais próximo e eficiente, mesmo em operações de larga escala. Uma plataforma omnichannel te entrega um único painel de controle de toda operação, com um histórico completo dos seus clientes, independente do canal de contato/venda, isso é possível e cada vez mais necessário. O cliente quer e precisa ter uma experiência de marca única, isso só confirma que o futuro do varejo é o Unified Commerce, caso queira saber mais, vem conferir nosso conteúdo aqui.

A co-criação também ganha espaço, indo além da interação entre marcas e envolvendo os consumidores no processo de desenvolvimento de produtos e serviços. Um exemplo disso é o caso da Nike By You, que criou uma plataforma que permite que seus clientes personalizem seus próprios tênis. Com os dados dessa personalização, a marca consegue insights valiosos diretamente do público alvo, podendo produzir produtos mais assertivos conforme as necessidades e desejos. Mas você não precisa ser a Nike pra isso, com uma interação mais próxima e direcionada, seja pelas redes sociais ou pelo atendimento físico, você pode coletar dados valiosos para auxiliar suas próximas coleções e escolha de peças.

Hábitos de Consumo 

A previsão de crescimento do faturamento do e-commerce no Brasil segue positiva, podendo ultrapassar os R$250 bilhões até 2027. Nesse cenário, lojas virtuais continuam sendo criadas, principalmente por pequenos e médios empreendedores em busca de aumentar suas vendas e garantir mais visibilidade ao negócio.

Para se sobressair em um mercado tão competitivo, entender o comportamento do consumidor é fundamental, isso envolve analisar os dados do processo de compra e realizar pesquisas de mercado para identificar as tendências e preferências dos seus consumidores. Quando as ações são direcionadas conforme o perfil do cliente, a probabilidade de conversão aumenta e a satisfação dele também, já que as ofertas e mensagens estarão alinhadas com as expectativas e necessidades. 

Mas como isso funciona na prática? Imagine que você visita o site de uma loja online de roupas. Você navega por algumas seções, visualiza os produtos, adiciona itens ao carrinho e sai sem fazer uma compra. Alguns dias depois, você recebe um e-mail dessa mesma loja, apresentando uma seleção de produtos que parecem feitos sob medida para o seu gosto. Você se sente de certa forma ‘’especial’’, né? É esse sentimento que irá causar nos seus clientes!

Descontos & Valor da Marca

Promoções e liquidações tornaram-se práticas tão populares no varejo que os consumidores já aprenderam a dinâmica das lojas e, agora, esperam a queima de preços. A venda sai mas, o valor percebido passa a ser o promocional, não oficial e isso pode ser um ponto delicado em muitas estratégias de negócio. 

Claro que isso não significa que descontos não são bem vindos, a ressalva aqui é para ter cuidado no planejamento, evitando “queimar” a marca.  Uma opção é utilizar cupons e códigos de desconto com estratégias e cautela para evitar que os consumidores se acostumem a descontos constantes, garantindo que eles vejam valor real nos seus produtos e não somente nas promoções. Tenha também outros incentivos na manga, como entrega gratuita, kits com desconto, programas de fidelidade e brindes pós-compra, essas são maneiras eficazes de atrair e reter clientes que podem ser mais interessantes para a saúde do seu negócio.

Independente da dinâmica promocional escolhida, é fundamental ter em mente qual é seu objetivo em fazê-la, do contrário fica impossível medir resultados, aprender e aprimorar. Evidenciar o benefício, ou seja, deixar claro o preço original que os consumidores precisam desembolsar e a condição especial que você está promovendo é outra “obrigação”. Principalmente em casos em que se considera uma hierarquia de clientes como ponto central, se aquela pessoa é especial para o seu negócio, deixe claro essa personalização. 

Negócio Ágil e Flexível 

O varejo está em constante movimento, é uma das áreas mais dinâmicas da economia, para perdurar e crescer não poderia ser diferente, afinal, esse é o espírito do tempo, como que o mercado consumidor não iria refletir isso? Esse é justamente um dos principais desafios dos empresários do setor. 

Estar à frente vai além de atender os desejos desse “novo consumidor”, é preciso inovar, principalmente em momentos de crise, é muito importante ter estratégias e planos para situações que fogem da normalidade, seja econômica ou até mesmo situações climáticas. Os varejistas devem ser ágeis na resposta às mudanças e para isso flexibilidade é fundamental, não é fazer malabarismos, é não se prender ao passado, ser resiliente e tentar resolver. Seja queda na demanda, problemas na logística de abastecimento ou entregas.

Desenvolver parcerias sólidas e transparentes com fornecedores para lidar com os desafios que podem surgir é fundamental. A colaboração e a comunicação aberta são essenciais para ajustar as estratégias de abastecimento conforme necessário. Isso inclui a diversificação de fornecedores para reduzir riscos e contar com sistemas que auxiliam no controle de estoque e de visão do negócio ao todo, para permitir uma rápida adaptação e visualização do que está por vir.

Para tal, muitas vezes é preciso contar com todos os stakeholders, um comércio não envolve apenas a venda direta para o consumidor, empresas são vivas, envolvem e impactam diferentes grupos de pessoas. Os lojistas precisam tirar um pouco a barriga do balcão, pensar de forma estratégica e ativa.

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