8 de março, Dia da Mulher com 8 empreendedoras incríveis

De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2020 (GEM), o Brasil é o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras e a Mark se orgulha de fazer parte disso! Por aqui, mais da metade dos nossos clientes são mulheres. Então, nesse 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, nada melhor para marcar a data do que compartilhar a trajetória de 8 empreendedoras incríveis que fizeram e fazem história no mundo dos negócios!

Ana Luiza McLaren – Enjoei: “o brechó bilionário”

A publicitária carioca é apaixonada por vendas desde criança e cedo já apostou nas suas habilidades com o comércio, de bijuteria à maquiagem passou também a vender suas roupas em refeitórios da faculdades e banheiros dos escritórios onde trabalhou. Em 2002, na época em que os primeiros e-commerces estavam surgindo, trabalhou no ShopTime como copywriter dos produtos, ela cadastrava e descrevia os itens para os colocar à venda no site. 

Nessa época conheceu quem depois se tornou o seu sócio: o Tiê, colega de trabalho que se mostrou uma dupla perfeita e complementar para suas skills; enquanto a Ana Luiza era craque da persuasão, ele dominava o design web. Com essa dobradinha montaram o blog da Enjoei, para eles e quem mais se interessasse pudesse comprar e vender roupas usadas. Nos primórdios das lojas virtuais tudo começou com um site em WordPress com fotos e descrições muito caprichadas, as vendas e desapegos rolavam a partir de trocas de e-mail: quem queria comprar mandava mensagem para o e-mail euquero@enjoei.com.br, quem queria vender para eunaoquero@enjoei.com.br. A divulgação começou pelo Messenger (sim, o aquele aplicativo de troca de mensagens que fazia tremer a tela) e  com o Twitter (que era a rede social que mais bombava, bem na época de transição do Orkut para o Facebook) tudo direto na contas dos próprios donos da Enjoei, essa história de canal da marca e comunicação omnichannel ainda era uma realidade distante. 

Nos 3 primeiros anos o Enjoei funcionava realmente apenas como um blog com a curadoria da Ana Luiza (enquanto ela e seu sócio mantinham seus cargos executivos). Percebendo o potencial do negócio decidiram então que já era hora de transformar o Enjoei em uma empresa de fato, foi então que pediram demissão para apostar de vez na plataforma que logo já atraiu grandes investidores nacionais e internacionais. 

Em 2020 o Enjoei abriu suas ações na Bolsa, a oferta inicial no IPO avaliou o marketplace em R$2 bilhões e desde então só se valorizou, seus papéis subiram 35% já no mesmo ano. Apesar de ter sido um período de forte crise, marcado pela pandemia do coronavírus, a plataforma fechou o ano com 790 mil clientes ativos (que compraram algum item nos  últimos 12 meses) e 638 mil vendedores ativos. 

Sara Blakely – Spanx: “a coisa favorita da Oprah Winfrey”

A mulher mais jovem do mundo a se tornar bilionária: sim! Isso mesmo, a Self-Made Sara Blakely transformou seu drama pessoal em um negócio milionário queridinho entre famosos como Oprah Winfrey e Madonna. A empreendedora trabalhava como vendedora de uma empresa de suprimentos para escritórios, seu dia a dia era literalmente vender máquinas de fax batendo de porta em porta. E ela fazia enorme sucesso! Inclusive tornou-se treinadora nacional da marca com apenas 25 anos e foi justamente seu excelente desempenho com vendas que permitiu que ela tivesse o mais valioso insight da sua vida.  

Sara foi convidada para participar de um evento corporativo da sua empresa e para ocasião separou uma calça creme, porém enquanto se arrumava para sair, ela percebeu que a calça não estava lhe vestindo bem: a sua calcinha marcava na roupa, e as costuras não estavam favorecendo as suas curtas. Como solução de última hora colocou uma meia calça cortada (para o tecido não aparecer na sua sandália, mantendo apenas da canela pra cima). A solução foi o que salvou a sua noite! Só que claro, ainda tinha alguns probleminhas: a meia calça enrolava e ela precisava ir toda hora no banheiro arrumar. De qualquer forma, foi essa situação embaraçosa que trouxe uma pulga atrás da orelha: será que outras mulheres não passam por isso? (certamente sim!) Como melhorar essa situação? Será que posso melhorar essa ideia? 

Tudo começou com uma ideia simples e um verdadeiro problema, Sara entendia a dor das consumidoras, afinal ela vivia isso! Numa época em que a maior parte (pra não dizer praticamente todos os produtos) femininos eram idealizados e vendidos por homens, ter identificação, sinergia com o público foi revolucionário. Depois do evento, ela passou a fazer inúmeros testes com protótipos caseiros do que viria ser os produtos da Spanx, peças que moldam o corpo e que são, ao mesmo tempo, confortáveis de usar. Se você está pensando que ela teve grandes investidores e muito capital para isso você está muito enganado, foi com suas economias e muita sola de sapato que Sara fez o que depois descobriu ser o seu MVP – do inglês  Minimum Viable Product, é o produto mínimo viável. 

Fundada nos anos 2000, em Atlanta – Estados Unidos, o grande desafio era reinventar um commodity, um produto “banal” dado como morto: peças que apertavam a cintura para passar uma impressão mais esbelta. O que parecia coisa do passado, de filmes de época, na verdade era uma necessidade de inúmeras mulheres, mas claro, reinventado. Com isso em mente, lançou uma versão moderna de cintas, meia-calças, calcinhas e sutiãs, tudo com tecidos leves e um sistema de compressão bem mais eficiente. Ela criou o melhor dos dois mundos: peças discretas, invisíveis sob a roupa e sexys embaixo dela – na época, essas linhas de produtos só eram fabricadas na cor bege, bem no estilo calcinha da vovó, trazer vermelho e cores quentes foi revolucionário. 

O jogo virou para Spanx quando a empresária foi convidada para participar do programa da Oprah Winfrey – que havia conhecido o produto e se apaixonado pela solução. Com essa divulgação massiva (e gratuita) na TV a empresa faturou seu primeiro milhão e conquistou inúmeras americanas,  o produto era para todas: uma grande sacada que permitiu a adesão massiva foi desenvolver seus produtos com mais de 7 medidas diferentes, até então o padrão era P,M e G. Foi assim que a marca de underwear faturou quase US$10 milhões no seu segundo ano de operação e, em 2012, garantiu o título de bilionária mais jovem do mundo para sua founder. 

Barbe Nicole Ponsardin – Veuve Clicquot: “a dama da Champagne”

Provavelmente foi a primeira mulher de negócios de todos os tempos, Barbe Nicole Ponsardin, assumiu a vinícola do falecido marido e trouxe muitas revoluções na maneira de elaborar e vender os espumantes franceses, e pasme, isso tudo no início do século 19. Sim, você não leu errado,  a francesa ficou viúva aos 27 anos e com uma filha para criar e vivendo numa época de muito preconceito atreveu-se a assumir o comando da empresa em 1805. 

Por sua posição social, teve acesso a uma boa educação, conforme os padrões e costumes da época, era filha de um político e empresário do ramo têxtil e teve seu casamento arranjado para fortalecer as empresas e influência das famílias. Seu marido, François, assumiu um dos negócios do seu pai: uma pequena vinícola, a Clicquot-Muiron et Fils, que sob seu comando passou de 7 mil garrafas ano para 60 mil rótulos anuais, multiplicando a produção em quase 10 vezes. Bem nesse auge ele vem a falecer, deixando esse negócio promissor sem quem o comandasse.É assim que Barbe Nicole torna-se a Madame Clicquot.

Para completar seu desafio, teve que lidar com a sucessão totalmente inesperada em meio às Guerras Napoleônicas, que deixaram a França em uma crise generalizada. A beira da falência, a Madame Clicquot teve um insight que garantiu a sobrevivência: notou que os vinhos de Champagne mais doces eram extremamente apreciados na Rússia e resolveu investir nesse mercado. Em pouco tempo conquistou o país e chamou grande atenção popular, inclusive do Czar Alexandre I, o sucesso foi tanto que logo a vinícola não conseguia mais suprir a demanda.

Determinada com a expansão do negócio, ela passa a estudar cada detalhe dos processos de vinificação e cria mudanças inovadoras que garantiram seu crescimento e espaço da marca até os dias atuais. Com a sua popularidade, a vinícola foi rebatizada como Veuve Clicquot, ou “viúva Clicquot”, como era conhecida. 

Até sua morte, em 1866, Madame Clicquot exportava vinhos para o mundo todo, incluindo Lapônia, Rússia e Estados Unidos. Isso foi determinante para a popularidade da Champagne e até mesmo para o crescimento da indústria mundial de vinhos. E o mais incrível é que a marca é conhecida e renovada até hoje, com 250 anos de história segue fazendo grande sucesso entre os apreciadores.

Jenn Hyman – Rent The Runway: “ A dona de um império de aluguel”

Já pensou poder usar aquela bolsa chanel para o evento da empresa? Um look da Dior ou Prada para comemorar seu aniversário? Sim, é possível e não, não é nada falsificado mas cabe no orçamento. Esse é o negócio da Rent The Runway! A Jenn Hyman revolucionou a indústria da moda, democratizando o acesso a produtos de luxo, como? Alugando peças de grife! Desde 2009, quando foi fundada, já levantou mais de US $500 milhões em investimento e atualmente conta com 11 milhões de membros.

Tudo começou com o aluguel de vestidos de festa para ocasiões especiais, afinal esses trajes são caros e pouco usados, não é sempre que se tem eventos tão formais, que exigem um look mais elegante e também nenhuma mulher gosta de repetir o look e postar fotos com a mesma roupa nas redes sociais não é? A empreendedora percebeu a necessidade e lançou seu e-commerce para aluguel e assinatura de roupas e acessórios de luxo. O sucesso foi enorme e a empresa passou a ser conhecida como o Airbnb ou ainda Netflix das roupas, o “armário na nuvem” definitivamente conquistou as norte-americanas e o que poderia parecer estranho virou uma grande praticidade, assinar mensalmente para ter acesso a um closet sem fim! Desde joias, bolsas, roupas a sapatos, os assinantes podem alugar diversos itens por mês, e ninguém repete o look por aqui.

Insight certeiro e super alinhado com o momento atual com a valorização e exigência por mais cuidado com o meio ambiente, a Rent the Runway é totalmente alinhada com os princípios de sustentabilidade, afinal sabemos que o mercado da moda é um dos grandes vilões para a enorme quantidade de lixo que produzimos. Alugar roupas, além de garantir um visual sempre renovado, faz esse papel social tão importante para moda circular. Recentemente as roupas não são mais apenas de festa mas literalmente um armário completíssimo para todos os dias!

Anne Wojcicki –  23andMe: “a invenção do ano”

Bióloga de formação, Anne percebeu que o sistema de saúde norte americano não dava a devida atenção a prevenção de doenças e muito menos para a massa da população. Segundo ela, “os incentivos financeiros encorajam o sistema de saúde a não se preocupar com os pacientes que mais precisam de ajuda”, por isso ela decidiu criar um negócio que atendesse o interesse de pessoas comuns, que fosse viável para toda população. 

Com isso em mente, em 2006, fundou a 23andMe, com sede no Vale do Silício, e em sociedade com Linda Avey e Paul Cusenza, com a proposta de vender kits de testes de DNA para que os próprios clientes testem e enviem as amostras coletadas para o laboratório. O procedimento é bastante simples: o cliente recebe o produto, segue as devidas instruções para colocar a saliva em um tubo de análise e em seguida encaminha para a 23andMe via correio. A empresa recebe, analisa e divulga as informações de ancestralidade, riscos de saúde e demais detalhes do DNA de cada consumidor. Para isso, a empresa fez uma parceria colaborativa com uma gigante de medicamentos, a britânica GlaxoSmithKline. 

A intenção é permitir que as pessoas aprendam mais sobre suas informações genéticas e assim ajudar o mundo a encontrar insights, fazer pesquisas e colaborar para encontrar novos tratamentos. Incrível, não? O pessoal do Google também amou! Inclusive foi um dos primeiros investidores, em 2007, apostaram 3,9 milhões de dólares na 23andMe. De acordo com os últimos dados (2020), mais de 5 milhões de pessoas em mais de 50 países compraram e usaram o 23andMe.

Em 2021, a empresária possuía cerca de US $500 milhões em patrimônio, segundo a lista anual Self-Made Women da Forbes. Já em 2021, a 23andMe fez abertura de capital na Nasdaq, com o IPO agora Wojciki é a primeira mulher a se tornar bilionária a partir da fusão com uma empresa SPAC (Special Purpose Acquisition Company, em inglês).

Cris Arcangeli – Phytoervas, Éh Cosméticos, Beauty’in – “A precursora da semana de moda do Brasil”

A dentista percebeu uma brecha no mercado brasileiro -, por aqui ainda não havia produtos para o cabelo sem sal e aditivos que agridem os fios, e decidiu apostar com tudo: abandonou os tratamentos de canais do seu consultório e virou referência no mundo da beleza, inclusive foi a responsável por trazer para o Brasil a Semana de Moda. A empresária mergulhou de cabeça no mercado da moda, beleza e bem estar, desenvolvendo produtos brasileiros totalmente inovadores, para o corpo e para o meio ambiente. Foi assim que em 1986 criou a Phytoervas, a primeira empresa de cosméticos do país que não usava sal e realmente tinha propósito cuidar do cabelo, não apenas lavar. Além disso, outra novidade foi na embalagem, totalmente desenvolvida com materiais sustentáveis e recicláveis com todo cuidado para também não agredir o meio ambiente. 

Ficou evidente que o produto era uma necessidade e logo já caiu no gosto das mulheres, o sucesso foi tamanho que a Cris aproveitou o auge para lançar outros eventos e promover ainda mais a sua marca. O Phytoervas Fashion e o Phytoervas Fashion Awards foram assistidos por mais de 60 mil pessoas em uma época em que sequer se pensava nesse tipo de evento e transmissões online não eram nem sonhadas, o público interessado tinha que se deslocar até lá e não foi pouca gente não! Depois de alguns anos de ascensão, em 1998, a empresária vendeu a marca para Bristol Mayers Squibb, uma multinacional norte-americana. Mas o apelido de empreendedora serial não é à toa, logo em seguida fundou a PH-Arcangeli, uma distribuidora de cosméticos internacionais renomados, com itens de peso no seu portfólio, como o Clinique,que eram vendidos exclusivamente por sua empresa. Se você acha que as apostas e acertos da Cris param por aí, você está muito enganado! Sabe os cosméticos orgânicos que hoje são super populares e queridos entre nós? Ideia e mérito dela a popularidade de cosméticos orgânicos: com a marca Éh Cosméticos, Arcangeli foi mais uma vez pioneira! Sucesso que foi amplamente reconhecido pelo mercado e em 2008 a Hypermarcas comprou a empresa. 

Em 2010, percebendo que os hábitos de consumo das mulheres estavam mudando, lançou alimentos com funções cosméticas. Sim, isso mesmo! A empreendedora percebeu que a busca pela saúde era a bola da vez e decidiu investir em um mercado totalmente inovador: alimentos funcionais! Não apenas para parte interna do corpo, como o sistema digestivo, mas para te ajudar a garantir aspecto viscoso e jovem na pele com bebendo sucos ricos em colágeno, por exemplo. A linha de produtos da Beuty’in é bem variada, com mais de 80 produtos diversos (e desempenho/benefícios distintos), os itens vão de cápsulas de óleo de coco, bebidas gaseificadas, barras de cereais a chá instantâneos. A grande sacada aqui foi distribuir os produtos nos corredores de cuidados pessoais do supermercado e não nas bebidas e/ou alimentos. Exatamente, eram alimentos comercializados que dividiam a prateleira com creme corporal e shampoos! Por que? Tudo fez parte da estratégia de marketing da Cris: se ela colocasse seu Beauty Drink ao lado de sucos comuns, o produto passaria despercebida e pior, a comparação com as opções ao lado deixariam o produto caro, afinal, do lado do suco se tem suco, não é? Então por que escolher o que custa mais que o dobro simplesmente para me refrescar? A empresária sabia da necessidade de educar seu público e colocar ao lado dos produtos de beleza foi uma tática crucial, essa era a percepção que os consumidores deveriam ter: era uma bebida com potencial para cuidar da sua saúde e bem estar, não simplesmente um drink qualquer.  Foi assim que seus shots e outros produtos poderosos conquistaram o Brasil além de diversos outros países, presença que despertou interesse de grandes investidores como o grupo BTG Pactual. 

E não é só de grandes empresas que a Cristina vive, ela também trabalha para contribuir com a sociedade, desenvolvendo, incentivando e apostando em outros empreendedores. Durante inúmeras temporadas foi uma das Sharks do programa de negócios da Sony,  é conselheira da Endeavor (uma das maiores redes de empreendedores do Brasil e do mundo), diretora do CJE (Comite os Jovens Empreendedores) e da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Para completar, ocupa uma das cadeiras da Academia Brasileira de Marketing e acumula 24 prêmios, entre eles da Mulher Mais Influente do País, Personalidade do Ano pelo Governo do Estado de São Paulo e Prix Veuve Clicquot de la Femme d’Affaires.

Gail Becker – Caulipower: “Pioneira em comidas prontas para os celíacos”

Em 2017, a estrategista de comunicação da Warner Bros deixou seu emprego de executiva para abrir sua própria empresa, a Caulipower, especializada em produtos congelados sem glúten. Tudo nasceu junto com seus filhos, que desde cedo foram diagnosticados como celíacos e então, após inúmeras tentativas e testes na sua própria cozinha, finalmente encontrou o ingrediente perfeito para servir de base de preparo para as receitas favoritas dos meninos. A grande questão é que para preparar a receita levava muito tempo e inúmeras preparações diferentes até chegar ao resultado final. Sem tempo para conseguir passar tanto tempo na cozinha, Gail tentou buscar em supermercados e lojas especialistas alguma solução pronta e, pasme, não havia nenhuma marca comercializando esse tipo de produto no mercado americano. 

Aos poucos foi percebendo que essa não era apenas uma necessidade da sua família, na época pouco se conhecia sobre produtos sem glúten e muito menos quando o assunto é comidas pré prontas. Com suas próprias economias iniciou as primeiras produções oficiais e o começou de maneira caseira, para suprir sua necessidade, logo já despertou interesse de muita gente. No seu primeiro ano de operação teve um faturamento excelente: mais de 5 milhões e, em janeiro de 2020 já tinha vendido mais de 36 milhões de pizzas.  O problema é que a sua cozinha já não comportava mais tanta demanda, Gail precisava de mais capital de giro e espaço de produção para dar conta da demanda em larga escala, por isso levantou investimento na Boulder Food Group, para dar esse salto inicial. 

O seu primeiro grande cliente foi a Whole Foods (rede de supermercados multinacional nos Estados Unidos) na região do Pacífico Sul, ou seja, mais de 30 lojas! E o mais incrível foi como ela conseguiu esse contrato comercial:  sem nenhuma conexão ou oportunidade de abertura para reuniões com a rede de supermercados, Gail literalmente levou uma caixa de isopor com suas pizzas congeladas e deixou lá na esperança que despertasse curiosidade e agradasse os responsáveis. Uma semana depois, ela recebeu um e-mail da Whole Foods elogiando o produto e já solicitando a compra de vários exemplares para comercializarem em toda rede. 

Depois de entregar o seu primeiro grande pedido a Caulipower explodiu sua popularidade e com isso a gigante do setor também se interessou na marca: a rede Walmart virou cliente! Atualmente a marca está presente em mais de 25 mil varejistas, inclusive é possível comprar os produtos direto pela Amazon, o que é uma inovação para a área de congelados.

Melitta Bentz – Café Mellita: “A inventora do 1° filtro de café do mundo”

Sabe o café Melitta? Aquele tradicional vermelho e verde que a gente compra no supermercado, ele foi criado por uma mulher. E tem mais, os filtros de café que usamos toda da manhã para passar aquele pretinho gostoso em casa ou já no trabalho, seja no coador só para você ou na cafeteira da empresa, esse cone de papel essencial para garantir o sabor sem borra, também foi desenvolvido por uma mulher. Isso tudo em 1908 numa cidadezinha da Alemanha. 

A até então dona de casa, Melitta Bentz, preparava o café para seu marido todo dia de manhã e ficava chateada que a bebida não era totalmente aprovada pelo marido, que dizia sentir um aspecto desagradável por conta do pó que ficava misturado à bebida e muitas vezes até um cheiro de mofo ao fundo.  Na época se usava coadores de pano e com o uso o material realmente ficava com resíduos impregnados que favoreciam o crescimento de mofo. Em busca do café perfeito, Melitta Bentz fez inúmeras tentativas, até que um dia pegou uma lata com pequenos furos e uma folha de papel mata-borrão para fazer o ritual que hoje em dia é super banal para nós: pôs o café moído e virou água quente. Foi assim que ela descobriu e em seguida patenteou o primeiro sistema de coador com filtro descartável. 

Em 1908, Melitta Bentz obteve oficialmente sua patente, registrando a marca Melitta e mudando a história do preparo e consumo do café. Em seguida a empresa comercializou outro produto revolucionário: o suporte para filtro de café, que com o seu design cônico e base achatada permitiu o encaixe perfeito do filtro de papel, com ranhuras internas e apenas um orifício de passagem.  Com diversos modelos, desenvolvidos em plásticos, acrílico e porcelana, a empresa inovou com designs e ranhuras internas diferenciadas que além de impedir que o filtro grude nas bordas é pensado para direcionar o fluxo do líquido da extração para a saída. Esses modelos trouxeram diferentes estilos de preparo e sabores de café. 

As novidades não pararam por aí, eles foram também a primeira torrefadora no mercado de cafés embalados à vácuo. Toda essa excelência e pioneirismo fez com que a empresa rapidamente estivesse presente em mais de 100 países, inclusive no Brasil, onde ainda se preparava café em coador de pano. O incrível é que hoje, mais de 110 anos depois, nós seguimos com os mesmos rituais, consumindo os mesmos produtos da Melitta.

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